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Pequenos Escritores do Colégio
Desde: 25/02/2018      Publicadas: 11      Atualização: 12/04/2018

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 Caçador das Sombras

  05/03/2018
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Prelúdio

Caçador das Sombras

Prelúdio

 

Tempo… o que é tempo? Sé algo que não se controla, algo que simplesmente está aqui entre nós. Duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem. Humanos arrogantes…. Acham que podem controlar algo tão magnífico.

 

 

Um quarto, escuro, paredes eram pintadas com a cor azul-claro, toda parede havia pequenos desenhos brancos de dragão. Havia brinquedos espalhados pelo chão, pois era iluminado por um abajur, que estava perto de uma janela de vidro.

Esse abajur, estava em cima de um criado-mudo, feito de madeira, uma madeira escura, um tanto quanto velho, se destacava perante o resto do quarto, diferente do guarda-roupa, que também era feito de madeira, mas uma madeira clara igual ao da porta. Nessa porta continha uma maçaneta prateada que refletia todo o quarto, que era um tanto quanto grande, mas ficava pequeno com o que havia ali.

A maçaneta espelhada é redonda se mexia… a porta é aberta… por uma mulher branca, cabelos que chegava aos ombros, castanhos claro que ficava aos pouco grisalho pela sua idade… aparentava ter por volta de uns 37 ou 40 anos, seu rosto se notava uma pessoa cansada com olhos verdes. Ela vestia pijama, uma camisola basicamente, velha e rosa.

Essa senhora, olhava para uma cama que estava no lado do criado-mudo, era uma cama de criança com edredom azul-marinho, com desenhos do personagem He-Man. Havia uma criança deitada e coberta, que deveria esta dormindo. Uma criança que tinha uma pouco mais de 9 anos, cabelos curtos e como franja, também era castanhos claros e tinha olhos verdes, era branco e os traços de seu rosto lembrava muito o da senhora que havia aberto a porta.

 

-você ainda não dormiu filho? - perguntou senhora.

 

-ainda não mãe… - respondeu a criança. -eu não estou conseguindo dormir…

 

-quer que a mãe conte uma história…?

 

-sim… - respondeu a criança com o sorriso nos dentes… - conta uma história do He-Man mãe… a criança olhava para seu edredom e admirava os desenhos nela. -quando eu crescer, quero ser um guerreiro igual a ele mãe… quero matar dragões, esqueletos vivos, salvar reinos e princesas…

 

A mãe do garoto sentava na beirada da cama, ela passava a mão na cabeça de seu filho, ela olhava para ele como se estivesse lembrando de alguém…

 

-melhor… - disse a mãe, respirando fundo, como se tivesse um sentimento de nostalgia. -vou te contar uma outra história, de um guerreiro, tão forte como o He-Man jamais será.

 

-jamais será… - se impressionou a criança. -como isso é impossível? He-Man é o mais poderoso…

 

-não como esse…

 

-então me conta mamãe, quero conhecê-lo… falou a criança cheia de curiosidade, para saber quem era esse herói.

 

-então lá vai, era uma vez…

 

Colinas esverdeantes, de um outro tempo… de um tempo onde não havia poluição, carros e cidades. Os humanos e a natureza viviam lado a lado, em uma época que ainda havia a existência de dinossauros e humanos viviam em tribos, se escondendo em cavernas quando necessário…

Um dia de sol, quando o céu estava limpo, sem uma nuvem, o azul cintilante do céu lembrava uma gigante safira. O sol desses dias brilhava mais que nunca, o vento a soprava as folhas das poucas árvores que ali tinha, o mundo está em paz…

Um pequeno brilho no céu, parecia uma estrela, estranho para aquela hora do dia. Essa estrela aumentava de tamanho, tal acontecimento chamava atenção de tribos que viviam ali perto.

O este brilho não parava de crescer, cada vez mais… os animais fugiam daquele local. Pássaros voavam para o mais distante possível, cavalos, cachorros e gado, lutavam para se soltar e corriam o mais rápido que conseguiam, o chão tremia, as folhas das árvores eram levadas pelo forte vento. A estrela que cada vez mais se aproximava, agora era uma gigante bola de fogo.

Os humanos que ali haviam ficado, ficaram por curiosidade, agora fogem. Humanos vestindo com peles de animaid como: lobos, ursos, alguns até mesmo com couro de lagartos… Todos eles carregavam espécies de armas feitas de pedras, como machados, facas, lanças… os homens eram barbudos, suas barbas chegavam ate seus peitos, seus cabelos grandes e bagunçados todo embaraçados, quase igual aos das mulheres, porém elas tinham cabelos um pouco mais arrumados.

A fuga dos humanos foi inútil, pois quando a bola de fogo atingiu o solo, uma poderosa onda é criada, essa onda devastava a área que seria considerado de 10 estados, seres vivos morreram, montanhas que ali havia que estava mais perto do impacto desmoronaram. Tudo em volta morreu, as plantas começaram a murchar o solo, a congelar, até o mundo inteiro se torna um caos…

No local da queda, cortina de fumaça cobria tudo, não se dava para ver nada o que havia ocorrido. Dias se passam, a cortina de fumaça e destroços começa a ceder, mas nada se via ainda. Algo se mexia ali no centro, era algo colossal. Uma espécie de calda enormes… pontas de ferro fundida a sua pele, porém não parecia algo que foi colocada, e sim, algo que nasceu ali, essa ponta era mias grossa que o resto do rabo. A cauda balançava e a poeira abaixava ainda mais, assim ficando nítido, que o que estava ali no meio, tinha asas, era mais escuras que o céu sem estrelas.

Era uma fera, que seus dentes e garras eram mais brilhantes e duras que diamante bruto, quem se atrevesse a olhar em seus olhos negros, sentia que a felicidade do mundo havia acabado e nunca mais iria retorna. Seu pescoço longo e grosso, o corpo esguio como uma naja, porém com seis patas, todo recoberto por escamas negras tão dura como o mármore.

O dragão Omni, que era maior que as maiores montanhas da Terra, sua baforada transformava ilhas em lava, apesar de não ser fogo… soltava uma espécie de fumaça, um jato roxo que derretia tudo como o ácido em uma esponja.

Omni invoca o exército Rebirth, esqueletos que se levantaram do solo e agora marchava perante as ordens da criatura.

 

-Espera! – interrompeu a criança. - poh mãe… oh mãe… eu já conheço essa história, eu sei que todos os humanos vão se juntar e com uma arma de esmeralda, vão derrotá-lo – olha a criança para sua mãe que ficava sem graça, pelo filho já conhecer o conto. - você falou que iria ser uma história que eu não conhecia…

 

-calma… - respondeu a mãe. - o que ninguém sabe, esta por vir agora…

 

Homens e mulheres… crianças e idosos… todos que podiam empunhar uma arma. Galopavam em direção a armada Rebirth.

Ambos os exércitos se chamaram. Os esqueletos eram acertados pelas armas dos humanos, aos quais quebravam seus ossos; infelizmente os esqueletos mesmos quebrados ainda estava vivos, alguns ate se ajuntava com as partes caídas e retornava a batalha. Por outro, o exército dos humanos sofria baixas… mas seu objetivo não era derrotar os mortos-vivos e sim o dragão. Que assistia do alto, a batalha que ocorria na planície, que antes era esverdeada, mas agora era coberta por gelo.

Possuíam uma arma, que servia para matar a fera. Uma lança de esmeralda, era toda feita dessa pedra, não havia madeira na base da lança, era somente feita por esmeralda. Era uma lança grande maior que um homem adulto, para dispará-la necessitava se uma balesta gigante, ao qual precisava de dois touros para puxa-la.

A fera assistia todo o confronto nas alturas das nuvens, ficava sem paciência, ao ponto de descer dos ares… seu pouso, repentino, esmagou dezenas de lutadores de ambos lados do campo. Um único movimento de sua cauda varria campo de batalha, milhões morreram com sua maligna baforada. Ninguém era capaz de parar a criatura que matava o seu próprio exército com seus movimentos colossais o único jeito de pará-lo era a lança…

Os homens puxam as cordas da balesta prendendo em um gancho que era travado por uma alavanca, que só seria ativada após uma batida forte, por tal motivo eles carregavam consigo um martelo grande. Com muito esforço eles levantaram a lança pesada e colocaram na arma, agora era só disparar… infelizmente não havia mira, devido os tremores de terra produzidos pelos movimentos de Omni… quando tudo parecia perdido…

O céu azulado, sem nem uma nuvem, com o sol radiante… é escurecido, sendo coberto por nuvens carregadas. Raios caiam dessas nuvens, condescendentemente na direção do dragão… assim chamando a sua atenção… para um homem, negro, alto com 1,80 m de altura, sua cabeça estava coberta por um manto bege que escondia seu rosto, também trajava roupas feitas com o mesmo pano, mas elas não cobriam todo o seu corpo, cobria seu ombro direito e ia ate sua cabeça com se fosse um capuz, o resto do seu tronco ficava descoberto, demonstrando ser um homem forte com corpo escultural, na cintura amarrado o mesmo tipo de tecido que ia até seus tornozelos… era uma roupa estranha para aquele cenário, ele também usava botas.

Essa estranha figura, que se denominava de, O Caçador das Sombras… surgia em meio das cinzas e destruição, ele caminhava pelo campo de batalha, como se nada fosse o atingir. Seu antebraço direito esticado para frente, sua mão aberta em direção ao céu criava pequenas ondas de eletricidades, que começava no centro de sua mão e se alongava ate as pontas dos dedos, logo após essas ondas sumir outra se originava no centro se alongando até as extremidades, persistindo em um círculo sem fim…

 

-TEMPLE OF HATE! - gritou, as ondas elétricas de sua mão, aumenta de intensidade, tamanho e quantidades…

 

Raios em maior quantidade despenca do céu chicoteando o dragão, pelo incrível que pareça conseguia ferir a pele da besta… não era forte o suficiente para matá-lo, mas para distrai-lo por algumas horas.

O Caçador das Sombras, leva sua mão esquerda ate o centro do seu rosto, com o formato de mão de uma pessoa que rezaria, então ele pronuncia:

 

-THE SHADOW HUNTER – sua sombra passa a vibrar, dois pontos amarelos brotam de onde seria seus olhos, ela começa a se desgrudar do chão e do caçador das sombras, ate esta completamente livre e com corpo físico, todo preto, como se fosse uma sombra viva, esperando suas ordens – você sabe o que fazer… - essa sombra, agora independente, da meia volta e correndo para seu objetivo ela se direciona.

 

Enquanto isso, Omni furioso, desfere um ataque reto com sua calda no Caçador das Sombras, segundos antes ele convoca a magia, “WINDS OF DESTINATION”, desaparecendo segundos antes da cauda ser encravada no chão. Isso seria uma morte certa. Reaparece a direita do dragão, assim sendo um teletransporte.

Chamando sua energia latente nas palmas de suas mãos, Caçador das Sombras consegue lançar um raio explosivo de fogo, ao mesmo tempo que ele gritava: “SPREAD YOUR FIRE”. O ataque tão forte, o corpo do colossal monstro sumia em meio das chamas. Essa magia não servia só para uma tentativa de matar o temível dragão, mas sim de dar cabo do exército Rebirth, que é queimado, infelizmente alguns membros do exército dos humanos acabou também sendo carbonizados.

O dragão furioso e com medo, por jamais em sua vida alguém tinha o machucado desse jeito. Com o corpo todo chamuscado e em algumas partes ainda pegando fogo, avança em cima do Caçador das Sombras, que salta uma altura imensa. A fera obedece ao seu extinto e solta sua temível baforada de ácido. Ao mesmo tempo, energias verde começa a emanar do corpo do Caçador, com toda a sua energia que ele pode invocar de uma vez, estende as mão para direção da fera e diz as palavras: “NO PAIN FOR THE DEAD”. Uma rajada de energia verde ia em direção ao dragão, que correspondia com sua baforada roxa de ácido, os dois ataques se chocam, os humanos que ainda estavam ali, descreviam a cena como catastrofístico, o mundo inteiro tremia perante aquilo. Uma rajada roxa indo de baixo para cima se encontrava com outra rasada verde que vinha de cima para baixo, o mundo pareceria que acabaria com aquela energia imanando daquele local.

A sombra, que alguns minutos atrás, saiu ao seu objetivo, se direciona ate a balesta carregada com a lança de esmeralda. Os homens mais corajosos do mundo que ali ainda estava, segurava o martelo para acionar o dispara da arma. A sombra toma o martelo de um dos soldados, ela empurra a balista em direção ao Dragão, regulando a mira para acertá-lo, a sombra bate o pesado martelo na alavanca, fazendo assim a balista disparar a lança de esmeralda. A lança corta o vento, atravessando quase todo o campo de batalha ate acertar o Dragão Omni. Ao perfurar a pele de seu pescoço, desvia o jato de ácido, assim a magia do Caçador das Sombras o acerta em cheio, matando o monstro…

 

-fim da história… - disse a mãe que contava a história para seu filho, quando ela percebe, seu filho já dormia.

 

A senhora, levantava devagar da cama, ajeitando a coberta em seu filho, beijando sua testa. Tentando fazer o mínimo de barulho, para não acordá-lo, ao chegar perto da porta, ela vai a fechando olhando para o seu filho dormindo, ao qual parecia muito confortável…

 

-durma bem meu filho… durma bem Andre Falaschi… porque um dia você irá matar um dragão…

  Autor:   Wander Alves Revitte


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