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Pequenos Escritores do Colégio
Desde: 25/02/2018      Publicadas: 11      Atualização: 12/04/2018

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 As Lendas de Drogo

  05/04/2018
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Capítulo 3 DL

 

          Capítulo 3- Os Elementais

-Sim, nossa, existem milhares iguais a mim. Não completamente iguais, mas sim, têm quase todas as características que tenho. Milhares mesmo, milhares e milhares de dragões.

-Como assim não completamente?? –Perguntou o garoto quase pirando de tanta confusão que o DRAGÃO havia lhe causado. Ele sabia ainda sim que não havia forma de esconder sua extrema surpresa, e como ele queria entender mais sobre os danados dragões. Ele sempre foi curioso, mas nunca vira algo tão incrível e imenso igual aquilo. Era surpreendente e deixava o garoto inquieto, fazendo-o se mexer de lá para cá enquanto perguntava a Bekar e o olhava atentamente. Apenas uma coisa que Bekar não entendeu: Geralmente todos tinham medo, se vissem, e Ruan era diferente.

-Não completamente pois cada tipo de dragão possuí seu próprio elemento ou seus próprios, mas isso não significa que não existem dragões idênticos fisicamente.

A curiosidade do garoto ia aumentando ainda mais. Ele queria conhecer os outros mundos, os outros dragões e queria também tocar as quinze runas. Apesar de não saber se elas existiam sim, fisicamente; saber que poderia ser possível, ele sabia, ele só não sabia por onde começar.

-Ei... as runas existem?

-Claro! Do que acha que somos feitos?

-Escamas, claro!

-Não, cabeçudo, somos feitos com a essência dessas runas, produzidas pelos ELEMENTAIS.

-Epa, lá vem mais coisa que eu não entendo...Elementais?

-Sim, são os dragões filhos dos filhos dos filhos dos dragões triplelementares.

-Usa mais minha língua...Tipo...fala com menos jeito de NERD.

-Dragões elementais são os dragões que possuem as runas. Bisnetos dos dragões deiji, ou triplelementares, cujos elementos são triplos. NÃO EXISTE DRAGÃO TRIPLELEMENTAR IGUAL, NEM FISICAMENTE, NEM MENTALMENTE. MAS NÃO SIGNIFICA QUE NÃO SE PODE TER ELEMENTOS IGUAIS MAS EM OUTRAS POSIÇÕES.

-Eita, então se eu fosse desenhar uma árvore genealógica, por onde teria que começar?

-Por Cephyr, o dragão pai de todos os dragões.

-VOCÊ ACABOU DE FAZER MINHA MENTE EXPLODIR! TIPO, LITERALMENTE...KABUMMMM...PUFF...você não tem censo de humor não?

-...Continuando, eles possuem as runas em mãos, sem elas, eles morrem. Se eles morrem, nós morremos. Entendeu, garoto?

-Hummm... Um humano pode tocar numa runa?

-Não, está ficando louco? Qualquer um humano que tentasse tocar ou segurar uma runa elementar seria desintegrado, ou enviado cosmicamente a outro universo.

-Então eu simplesmente desapareceria ou seria totalmente engolido pelo espaço tempo e viraria pó das duas formas?

-É, exatamente! –E então o garoto ficou meio chateado, pois apesar de tudo não poderia tocar as runas, e isso criou basicamente uma barreira entre eles... –A não ser que você seja filho de um dragão elementar ou triplelementar, o que, com certeza, sabemos que não é... As chances disso acontecer são de um em um bilhão, matando as suas...

-Se alguém da minha família fosse filho de um triplo... sei lá o que ou de um elementar, eu poderia segurar ao menos uns minutos uma runa?

-Possívelmente sim, e para ser mais exato, 3 segundos.

O dia começou então a se tornar noite, quando um certo momento, antes das 8 da noite, um barulho foi escutado de longe. Isso atraiu a atenção de Bekar, o que o fez levantar.

-Anda garoto, vai para casa.

-Mas...

-ANDA! –E esse grito fez o garoto correr para casa sim, mais que nunca. Ele não sabia o que acontecia ao fundo. Mas eu sabia, e faço questão de contar a você.

Uma batalha acontecia. Um outro dragão de Terra e Poeira apareceu e atacou Bekar, tendo como objetivo Ruan. Era completamente diferente de Bekar. O imenso se chamava Kumro, e tinha pele escamada, grossa e marrom. Não possuía asas, o que o quase removia da categoria de dragão, mas sua alta velocidade embaixo da terra, seu tamanho, a sua habilidade de cuspir terra após engoli-la...lhe colocavam de volta.

-LONGO TEMPO, NÃO É KUMRO? –Riu Bekar.

-Cada um dos que mato não me recordo, e não me recordarei muito menos de você! –Esbravejou o inimigo.

Ele desviou da luta fogo contra fogo e foi atrás do garoto. Foi injustiça, pois ele era muito mais rápido que Ruan, claramente iria alcança-lo, matando-o.

E então, daquela noite, ninguém se esqueceria. Foi épico, tenho que admitir. Uma perseguição ocorreu e o dragão deslizava atrás do garoto, comendo terra, concreto e poeira no caminho. A rua atrás do garoto se desintegrava, ou virava duas, literalmente. Logo de longe, tentando alcança-los, Bekar assistia e tentava entender o porquê justo aquele garoto. ”Ei...porque ele veio atrás dele...espere...eu estou com o Mundurr? Santa dragonilda! Ele não veio pelo garoto!!!!! Hummm...já sei!!!!”

 

Nesse momento, apenas uma coisa se passava na cabeça de Ruan: Correr... Mas ele também não entendia como as pessoas não notavam que UM BICHO IMENSO ESTAVA DESTRUINDO TUDO...deviam estar achando que Ruan era louco, por isso nem de casa saiam...

-GAROTOOOOOOOO, O PAPEL! O PAPEEEEEEL! TENTE ENTENDE-LO MELHOR! SE OS ELEMENTOS AÍ ESTÃO, CLARAMENTE SUAS CARACTERÍSTICAS E FRAQUEZAS TAMBÉM! SEU PAI ERA MAIS INTELIGENTE QUE ISSO! VAI, ME MOSTRE SEU MELHOR! –Gritava Bekar ao longe.

-Entende-lo com mais atenção?!!? – Pensava Ruan.

E então o garoto pegou o papel e leu de novo enquanto corria, dando a oportunidade que Kumro queria...ou não. Podia-se ler que terra não caía bem com água... e poeira não com ar... o problema era que água não tinha, e ar parecia inofensivo! Enãto Ruan tentou achar outro jeito. Era inteligente, claro, e imaginou que se havia outro jeito, não seria exposto...

“Queima dragãozinho, queima, vamos ver se funciona...Te amo papai. Te amo mamãe”

E ao atirar no garoto, Kumro fez o papel brilhar, desencadeando um desenho de outro mundo, ao lado da runa de poeira, apesar de ter acertado em cheio Ruan, derrubando-o com o papel.

Continua...




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