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Pequenos Escritores do Colégio
Desde: 25/02/2018      Publicadas: 11      Atualização: 12/04/2018

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 As Lendas de Drogo

  05/03/2018
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Capítulo 1 DL

Bem, pode se dizer o que quiser, pode se dizer que sou louco, pode se dizer que estou inventando, pode se dizer até que não existem, mas eu sempre acreditarei.

O que quero dizer com isso? Bem, é simples! Se você não acredita em Dragões, comece a acreditar.

                  Capítulo 1-O Inicio

-“Era uma vez um reino de dragões. Só de dragões mesmo. Nesse reino existia um dragão poderoso e sábio conhecido como Cephyr, que tinha 14 filhos, cada um mais um dragão poderoso. Cada um possuía três elementos. Seu primogênito era o conhecido Undre, cujos elementos eram luz, fogo e eletricidade. Existia o segundo filho, Adumo, cujos elementos eram sombra, tempo e fogo, e os outros filhos não são tão importantes quanto eles.

Um dia, o reino dos dragões, o local mais conhecido como Burr, estava começando a ficar superpovoado, então dragões que morriam precisavam ser mandados para um local imenso de descanso, que logo foi criado por Cephyr, exceto pelo mínimo detalhe: Não existia nenhum dragão que queria governar o local. Adumo sempre teve inveja do irmão, pois ele era com certeza o próximo rei, mas nunca fez algo que agradasse o pai, na verdade. Então Undre resolveu mandar o irmão a força para governar o reino dos mortos, ao qual deram o nome de Dragonhelm. Claro que Adumo não aceitou e discutiu com seu irmão, dando-lhe apenas mais motivo para manda-lo a governar Dragonhelm. Quando chegou a Dragonhelm sem saber como, jurou vingança, e essa vingança aconteceria de cada 100 em 100 anos, e nada mais nada menos que isso, algo terrível aconteceu. Os dragões filhos de Cephyr não podem ser mortos, só morrem por natureza, após quinhentos anos. Mas Adumo possuía o elemento de tempo e acelerou o processo de morte de Undre, matando assim, seu irmão. E não só ele sofreu, e sim mais doze filhos, pois o último se rendeu a Adumo e governa com ele desde então. ”- Mamãe.               

 

Essa é a história de um garoto. Esse garoto se chamava Ruan, tinha treze anos, e perdeu o pai no mesmo dia em que nasceu. Sua mãe gostava de contar histórias para ele, isso antes de ela ser uma drogada viciada em álcool. Morava na casa de seu pai, e visitava a mãe quase nunca na casa dela. Nunca foi muito fã de historinhas de criança para elas ficarem com medo e fazerem o que os pais mandassem, tipo a do palhaço, papão e muito menos em lendas, como dragões ou dinossauros. A vó dele sempre disse que o pai era louco e gostava bastante de histórias e Lendas. Isso nos indica então que o garoto não tem de quem puxar o dom de não gostar disso, pois o pai gostava e a mãe gostava também. Sempre foi inteligente e esperto e sempre quis ser Biólogo ou Técnico. Quando fizesse 18 com certeza iria se tornar um desses ou os dois. Sempre foi curioso também.

Um dia, resolveu procurar mais informações do pai, encontrando uma caderneta com anotações e um papel nela. De repente, enquanto estava curiando, um papel muito velho e amarelado caiu. Inclusive rasgado. Ele o agarrou e abriu, e encontrou coisas que não fazia a menor ideia do que eram.

-Meu Deus! Isso está muito bem desenhado! Vejamos...-E então começou a falar o que via em voz alta- Bem, consigo ver Gota, Terra, Ar, Fogueira, Pedra, Folha, Metal, Raio, Ampulheta, Sombra, Sol, Cristal, Neve, Pó e .... Rasgado .... Curioso! – Realmente, havia um rasgado, pois podia se ver um pedaço dele ainda naquela parte. Só não dava para saber se tinha rasgado com o tempo ou se alguém havia feito de propósito; Apesar de que se tivesse sido o tempo estaria lá e os outros também teriam rasgado, como ele procurou bem e bastante e não encontrou nada, sabia-se que alguém havia feito de propósito.                                                                                                                                                                                  

O problema era... quem? Será que havia sido o pai dele? Por quê? Nada disso poderia ser respondido sem informações próprias. No caso, possivelmente o PAI dele havia desenhado aquilo, já que a vó dele sempre disse que era louco...tipo, tudo se junta, a vó dele diz que o pai era louco, o pai acredita em lendas, e desenhos de coisas sinistras...

Após algumas horas ele resolveu descansar e parou de procurar sobre o pai, imaginando que não encontraria nada lá. No dia seguinte, logo que acordou resolveu ir perguntar à sua mãe o que era aquele papel ou se ela sabia de alguma coisa relacionada a ele; Isso antes de ele encontrar uma carta de John, um amigo muito importante para ele, com as seguintes palavras.

“Caro Ruan

Quero te passar a seguinte notícia junto aos meus pêsames.

Sua mãe faleceu ontem pois ela já possuía cirrose não diagnosticada. Ela escondeu provavelmente para não te preocupar ou te deixar triste. Mas ela antes me mandou uma coisa.

Ela me mandou uma carta pedindo a mim que eu falasse a você sobre uma coisa. Se um dia você encontrar algo de seu pai que não conheça ou entenda, procure Bekar Harbat, se quiser.

Meus pêsames parceiro.  Juízo e cuidado.

                                                                                                                                John Lemons”

E então o garoto começou a chorar, pois sabia que, mesmo apesar de tudo, ela era sua mãe, e querendo ou não ele precisaria dela um dia qualquer. Foi então que ele decidiu procurar Bekar. Pelo menos antes de qualquer coisa ele sabia disso: Não devo confiar em ninguém!

Só tinha um problema, mesmo com sua alta determinação, como diabos ele encontraria uma pessoa que ele não conhecia, e nem sabia que existia?!?!?

 

Após muitas pesquisas, Ruan não obteve resposta. Sempre aparecia dizendo que Bekar havia morrido a cerca de 300 anos atrás. O garoto ficou meio confuso, pois como a mãe dele queria que ele encontrasse uma pessoa falecida a TREZENTOS ANOS? Foi então que ele decidiu que deveria se virar e dar conta de encontrar Bekar sozinho e sem google. Quando chegou à casa de sua vó para perguntar se conhecia, ela lhe disse o seguinte:

-Meu querido Ruan, você tem certeza de que quer fazer isso?

-Sim vó. Eu preciso.

-Então vá para Grotunham, a floresta negra.

-Onde fica isso?

-Siga ao Leste daqui. Já que quer realmente confiar em sua mãe e adentrar um pouco mais na história de seu pai, faça isso... E boa sorte.- Logo depois ele se despediu dela e seguiu caminho.

                Continua...




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